Ela tinha uma corrente, daquelas que prendem pelo pé. Ele não tinha corrente nenhuma, mas isso era recente, ele soltou-se das correntes há pouco.
Ela fingia não ver as marcas no pé dele, afim de que ele não perguntasse sobre a sua amarra. Os dois saíram, conversaram, assuntos não faltavam. E eles seguiam, ambos meio mancos pelo meio da cidade. Ao longo do caminho, suas pernas foram se sentindo cada vez mais livres e,a corrente, cada vez mais fraca, foi largando-se em ferrugem, até que o elo se rompeu.
Ele, com as marcas dos pés ainda doloridas, ficou pelo caminho, pois nada conseguia ver à frente que não lembrasse suas dores. E ela se foi.
Leve e sem feridas, percebeu que, acostumada com o peso das correntes, agora fazia a mesma força para andar como se carregasse ainda o peso de antes, e por isso corria. Corria demais. Encontrou pelo caminho um menino com correntes na mão. Mas ele não estava preso por elas, apenas as segurava, procurando alguém que estivesse disposto a ser preso por elas e caminhar lentamente com ele ao longo de sua estrada. Ela viu, conversou com ele e quando menos percebeu, estava presa. Contra a vontade, mas presa.
E se compadeceu tanto da dor da solidão do rapaz, que não conseguiu pedir que a soltasse.
E presa seguiu. Andando pelos buracos e desvios daquela estrada que era só dele, onde só havia espaço para um, mas ainda assim não disse.
Tropeçaram, se embolaram, ele a atropelou no meio de sua inquietaçao. E ela foi aniquilada, morta. Mas ele precisava tanto de uma companhia, qualquer que fosse, que nem percebeu. E seguiu, arrastando sua companhia passiva e morta, até q a carne cedeu, e ela ficou, passiva e com marcas num caminho que não era dela.
Sei que ficou pesado e estranho, mas é pra dizer que preciso vivera minha vida, com o meu peso, com os es buracos pelo caminho. O meu caminho.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
Um pouco de amizade
Um pouco de amizade não faz mal a ninguém.
Eu, particularmente, gosto muito de me sentir útil na vida dos amigos, e mais ainda quando eles também demonstram esse tipo de preocupação comigo, o que, no caso, não tem acontecido com muita frequência, mas tem acontecido o suficiente pra saber que as pessoas estão por aqui.
Ser amigo é algo fundamental... Nada melhor que a parceria, saber que tem alguém sempre lá, e ter vontade de sempre "estar lá" pra alguém.
Mas, como tudo na vida, há de se respeitar esses limites da amizade. E o meu limite chegou. Soa estranho pra careamba falar isso, já que romanticamente, amizade seria uma viagem sem limites, mas eu sou limitada e achei o limite da amizade. Não sou capaz de trair minhas convicções em nome de uma amizade de via única, onde eu sou a amiga e o fulano é o peso. Eu me amarro em te ver sorrir, ser útil natua vida e tudo o mais, mas eu^é que tô precisando agora. Eu que quero fazer manha, eu que quero ligação tentando me animar, eu que quero filme sem motivo, cantar, fazer música, tocar violão, batucar qualquer coisa.
Eu que quero, e cadê?
Eu, particularmente, gosto muito de me sentir útil na vida dos amigos, e mais ainda quando eles também demonstram esse tipo de preocupação comigo, o que, no caso, não tem acontecido com muita frequência, mas tem acontecido o suficiente pra saber que as pessoas estão por aqui.
Ser amigo é algo fundamental... Nada melhor que a parceria, saber que tem alguém sempre lá, e ter vontade de sempre "estar lá" pra alguém.
Mas, como tudo na vida, há de se respeitar esses limites da amizade. E o meu limite chegou. Soa estranho pra careamba falar isso, já que romanticamente, amizade seria uma viagem sem limites, mas eu sou limitada e achei o limite da amizade. Não sou capaz de trair minhas convicções em nome de uma amizade de via única, onde eu sou a amiga e o fulano é o peso. Eu me amarro em te ver sorrir, ser útil natua vida e tudo o mais, mas eu^é que tô precisando agora. Eu que quero fazer manha, eu que quero ligação tentando me animar, eu que quero filme sem motivo, cantar, fazer música, tocar violão, batucar qualquer coisa.
Eu que quero, e cadê?
segunda-feira, 16 de março de 2009
Shhh!
Chegando no mais belo lugar e de repente me diz :"Silêncio, doçura!". Calada sempre estive, mas não me chame de doçura. E caso a doçura não seja eu, não a mande calar. Deixe a doçura falar, deixe-a gritar por dentro e por fora de tudo. Falta-me a doçura das fêmeas. Mas tenho outras valias que por ti esperam, mas não as mande calar.
Nesse tão belo lugar, e de difícil alcance, guardei o melhor de mim. Ninguém nunca veio aqui, sabia? "Hum". Sei que não importa, mas nunca trouxe ninguém aqui. "Hum". Deveria importar, pois por dentro e por fora de cada lugar, coloquei um pedacinho de mim. Cabelos, lágrimas, sorrisos, palavrões. O melhor e o pior espalhados pra você juntar. Me monte como quiser: Um pouco de beleza, carinho e dedicação? Junte a isso as lágrimas, MEU CABELO, e um ou outro cd. Não? Hmmm... Tire o cabelo, então... Mas já não serei mais eu. "Silêncio, doçura!" Ai, mas quanta coisa... Quero te ofertar tanto e toda hora um "cala boca"?
"Silêncio, doçura... Não seja mais tão suave. Que me matar? Pois mate. Mas não será mais você. Sumirão as lágrimas, os sorrisos e os palavrões. É que por dentro e por fora de cada lugar, coloquei um pedacinho de mim em você."
Calei a boca, doçura.
Nesse tão belo lugar, e de difícil alcance, guardei o melhor de mim. Ninguém nunca veio aqui, sabia? "Hum". Sei que não importa, mas nunca trouxe ninguém aqui. "Hum". Deveria importar, pois por dentro e por fora de cada lugar, coloquei um pedacinho de mim. Cabelos, lágrimas, sorrisos, palavrões. O melhor e o pior espalhados pra você juntar. Me monte como quiser: Um pouco de beleza, carinho e dedicação? Junte a isso as lágrimas, MEU CABELO, e um ou outro cd. Não? Hmmm... Tire o cabelo, então... Mas já não serei mais eu. "Silêncio, doçura!" Ai, mas quanta coisa... Quero te ofertar tanto e toda hora um "cala boca"?
"Silêncio, doçura... Não seja mais tão suave. Que me matar? Pois mate. Mas não será mais você. Sumirão as lágrimas, os sorrisos e os palavrões. É que por dentro e por fora de cada lugar, coloquei um pedacinho de mim em você."
Calei a boca, doçura.
Sobre a hora certa.
A certeza das horas está cada vez mais rara e distante, bem como qualquer outro tipo de certeza. Mas não é um lamento não, mesmo que soe assim. É uma constatação, ainda feliz ou grata, pela possibilidade de assim poder perceber.
Saudade da infância:
"Terezinha de Jesus
Numa queda foi ao chão
Acodiram três cavalheiros
Todos três chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo, seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão"
Coisa linda.
Saudade da infância:
"Terezinha de Jesus
Numa queda foi ao chão
Acodiram três cavalheiros
Todos três chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo, seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão"
Coisa linda.
domingo, 15 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
Tudo novo, de novo.
Aquela mesma onda da música... "Tudo novo de novo, vamos mergulhar onde já caímos..." É muito bom poder repetir escolhas.
Quando podemos dizer que queremos tudo aquilo que já foi considerado erro, agora é opção. Ontem foi queda, hoje é mergulho.
E a vida tem sido uma série de mergulhos... E o mais tenso deles, um mergulho dentro de mim. Nada mais belo e mais assustador do que se conhecer por dentro.
É como subir nas cachoeiras mais altas e ficar olhando pra baixo... dá medo, mas dá vontade de pular, e eu pulei. Meio querendo, meio sem querer... É tudo diferente. Saber-me eu me deu uma consciência nova de mim, do meu corpo, da vida.
Entender que não nos encerramos em nós mesmos... Que as atitudes reverberam em outros, que eu sou um outro.
Que o chão faz parte de mim. Que eu sou o meu corpo, minha alma, minha mente, mas não só isso...
Música: Sinnerman - Nina Simone.
Quando podemos dizer que queremos tudo aquilo que já foi considerado erro, agora é opção. Ontem foi queda, hoje é mergulho.
E a vida tem sido uma série de mergulhos... E o mais tenso deles, um mergulho dentro de mim. Nada mais belo e mais assustador do que se conhecer por dentro.
É como subir nas cachoeiras mais altas e ficar olhando pra baixo... dá medo, mas dá vontade de pular, e eu pulei. Meio querendo, meio sem querer... É tudo diferente. Saber-me eu me deu uma consciência nova de mim, do meu corpo, da vida.
Entender que não nos encerramos em nós mesmos... Que as atitudes reverberam em outros, que eu sou um outro.
Que o chão faz parte de mim. Que eu sou o meu corpo, minha alma, minha mente, mas não só isso...
Música: Sinnerman - Nina Simone.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Sei lá.
Depois de alguns diálogos com um amigo, percebi que não mais escrevia aqui.
E isso me levou a refletir a respeito dos motivos que me levavam a escrever. A tristeza sem dúvida é o combustível maior daquele que escreve.
Mas eu tenho agora diante de mim, o desafio e escrever sobre as tristezas mpinimas... Aquelas que a gente poetiza.. que a gente tem mania de pintar de outras cores que não em escala de cinza...
Uma vida em escala de cinza é muitas vezes mirada através de um caleidoscópio colorido, para que, se as cores não derem conta de melhorar, as transifguração dê.
E isso me levou a refletir a respeito dos motivos que me levavam a escrever. A tristeza sem dúvida é o combustível maior daquele que escreve.
Mas eu tenho agora diante de mim, o desafio e escrever sobre as tristezas mpinimas... Aquelas que a gente poetiza.. que a gente tem mania de pintar de outras cores que não em escala de cinza...
Uma vida em escala de cinza é muitas vezes mirada através de um caleidoscópio colorido, para que, se as cores não derem conta de melhorar, as transifguração dê.
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