O poder das frases de canções é incrível. Elas têm a capacidade de sintetizar milhares de sentimentos universais, o que nos faz achá-las geniais, quando , na maioria, são simples generalizações. Mas, sendo assim ou não, essa frase do título resume bem o que eu sinto algumas vezes...
Já sentiu vontade de sumir no meio de um sorriso? Eu sinto sempre. Os sorrisos são, pra mim, a porta de entrada mais bela que se pode ter na vida das pessoas.
Quer um exemplo banal? Lá vai: O menino tá na balada e vê uma menina que ele que beijar, o que fazer? Faça ela sorrir. Pode ser com cantadas bregas, coisas singelinhas e bonitas. Se ela sorrir, grandes chances.
É claro que tem gente que sorri à toa. Mas mesmo nessas pessoas, podemos perceber o sorriso diferencial... O sorriso de "vamos parar por aqui, pra você nao entrar mais na minha vida.", o sorriso que vem acompanhado de mãos nervosas, um coloca aqui, tira ali... um quase-carinho disfarçado de quase-nada...
Me perdi no seu sorriso (aquele mesmo do seu Jorge), mas nem queria me perder... Quando eu vi, fui.
A vida é um eterno se perder... Se perder na vida do outro, se perder dentro da gente, se perder apenas por diversão... Ou se perder seriamente, daquele jeito que o norte some...
Se perder é grave, lindo e necessário.
Vamos nos perder?
Vamos nos achar?
domingo, 26 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
A corrente
Ela tinha uma corrente, daquelas que prendem pelo pé. Ele não tinha corrente nenhuma, mas isso era recente, ele soltou-se das correntes há pouco.
Ela fingia não ver as marcas no pé dele, afim de que ele não perguntasse sobre a sua amarra. Os dois saíram, conversaram, assuntos não faltavam. E eles seguiam, ambos meio mancos pelo meio da cidade. Ao longo do caminho, suas pernas foram se sentindo cada vez mais livres e,a corrente, cada vez mais fraca, foi largando-se em ferrugem, até que o elo se rompeu.
Ele, com as marcas dos pés ainda doloridas, ficou pelo caminho, pois nada conseguia ver à frente que não lembrasse suas dores. E ela se foi.
Leve e sem feridas, percebeu que, acostumada com o peso das correntes, agora fazia a mesma força para andar como se carregasse ainda o peso de antes, e por isso corria. Corria demais. Encontrou pelo caminho um menino com correntes na mão. Mas ele não estava preso por elas, apenas as segurava, procurando alguém que estivesse disposto a ser preso por elas e caminhar lentamente com ele ao longo de sua estrada. Ela viu, conversou com ele e quando menos percebeu, estava presa. Contra a vontade, mas presa.
E se compadeceu tanto da dor da solidão do rapaz, que não conseguiu pedir que a soltasse.
E presa seguiu. Andando pelos buracos e desvios daquela estrada que era só dele, onde só havia espaço para um, mas ainda assim não disse.
Tropeçaram, se embolaram, ele a atropelou no meio de sua inquietaçao. E ela foi aniquilada, morta. Mas ele precisava tanto de uma companhia, qualquer que fosse, que nem percebeu. E seguiu, arrastando sua companhia passiva e morta, até q a carne cedeu, e ela ficou, passiva e com marcas num caminho que não era dela.
Sei que ficou pesado e estranho, mas é pra dizer que preciso vivera minha vida, com o meu peso, com os es buracos pelo caminho. O meu caminho.
Ela fingia não ver as marcas no pé dele, afim de que ele não perguntasse sobre a sua amarra. Os dois saíram, conversaram, assuntos não faltavam. E eles seguiam, ambos meio mancos pelo meio da cidade. Ao longo do caminho, suas pernas foram se sentindo cada vez mais livres e,a corrente, cada vez mais fraca, foi largando-se em ferrugem, até que o elo se rompeu.
Ele, com as marcas dos pés ainda doloridas, ficou pelo caminho, pois nada conseguia ver à frente que não lembrasse suas dores. E ela se foi.
Leve e sem feridas, percebeu que, acostumada com o peso das correntes, agora fazia a mesma força para andar como se carregasse ainda o peso de antes, e por isso corria. Corria demais. Encontrou pelo caminho um menino com correntes na mão. Mas ele não estava preso por elas, apenas as segurava, procurando alguém que estivesse disposto a ser preso por elas e caminhar lentamente com ele ao longo de sua estrada. Ela viu, conversou com ele e quando menos percebeu, estava presa. Contra a vontade, mas presa.
E se compadeceu tanto da dor da solidão do rapaz, que não conseguiu pedir que a soltasse.
E presa seguiu. Andando pelos buracos e desvios daquela estrada que era só dele, onde só havia espaço para um, mas ainda assim não disse.
Tropeçaram, se embolaram, ele a atropelou no meio de sua inquietaçao. E ela foi aniquilada, morta. Mas ele precisava tanto de uma companhia, qualquer que fosse, que nem percebeu. E seguiu, arrastando sua companhia passiva e morta, até q a carne cedeu, e ela ficou, passiva e com marcas num caminho que não era dela.
Sei que ficou pesado e estranho, mas é pra dizer que preciso vivera minha vida, com o meu peso, com os es buracos pelo caminho. O meu caminho.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Um pouco de amizade
Um pouco de amizade não faz mal a ninguém.
Eu, particularmente, gosto muito de me sentir útil na vida dos amigos, e mais ainda quando eles também demonstram esse tipo de preocupação comigo, o que, no caso, não tem acontecido com muita frequência, mas tem acontecido o suficiente pra saber que as pessoas estão por aqui.
Ser amigo é algo fundamental... Nada melhor que a parceria, saber que tem alguém sempre lá, e ter vontade de sempre "estar lá" pra alguém.
Mas, como tudo na vida, há de se respeitar esses limites da amizade. E o meu limite chegou. Soa estranho pra careamba falar isso, já que romanticamente, amizade seria uma viagem sem limites, mas eu sou limitada e achei o limite da amizade. Não sou capaz de trair minhas convicções em nome de uma amizade de via única, onde eu sou a amiga e o fulano é o peso. Eu me amarro em te ver sorrir, ser útil natua vida e tudo o mais, mas eu^é que tô precisando agora. Eu que quero fazer manha, eu que quero ligação tentando me animar, eu que quero filme sem motivo, cantar, fazer música, tocar violão, batucar qualquer coisa.
Eu que quero, e cadê?
Eu, particularmente, gosto muito de me sentir útil na vida dos amigos, e mais ainda quando eles também demonstram esse tipo de preocupação comigo, o que, no caso, não tem acontecido com muita frequência, mas tem acontecido o suficiente pra saber que as pessoas estão por aqui.
Ser amigo é algo fundamental... Nada melhor que a parceria, saber que tem alguém sempre lá, e ter vontade de sempre "estar lá" pra alguém.
Mas, como tudo na vida, há de se respeitar esses limites da amizade. E o meu limite chegou. Soa estranho pra careamba falar isso, já que romanticamente, amizade seria uma viagem sem limites, mas eu sou limitada e achei o limite da amizade. Não sou capaz de trair minhas convicções em nome de uma amizade de via única, onde eu sou a amiga e o fulano é o peso. Eu me amarro em te ver sorrir, ser útil natua vida e tudo o mais, mas eu^é que tô precisando agora. Eu que quero fazer manha, eu que quero ligação tentando me animar, eu que quero filme sem motivo, cantar, fazer música, tocar violão, batucar qualquer coisa.
Eu que quero, e cadê?
segunda-feira, 16 de março de 2009
Shhh!
Chegando no mais belo lugar e de repente me diz :"Silêncio, doçura!". Calada sempre estive, mas não me chame de doçura. E caso a doçura não seja eu, não a mande calar. Deixe a doçura falar, deixe-a gritar por dentro e por fora de tudo. Falta-me a doçura das fêmeas. Mas tenho outras valias que por ti esperam, mas não as mande calar.
Nesse tão belo lugar, e de difícil alcance, guardei o melhor de mim. Ninguém nunca veio aqui, sabia? "Hum". Sei que não importa, mas nunca trouxe ninguém aqui. "Hum". Deveria importar, pois por dentro e por fora de cada lugar, coloquei um pedacinho de mim. Cabelos, lágrimas, sorrisos, palavrões. O melhor e o pior espalhados pra você juntar. Me monte como quiser: Um pouco de beleza, carinho e dedicação? Junte a isso as lágrimas, MEU CABELO, e um ou outro cd. Não? Hmmm... Tire o cabelo, então... Mas já não serei mais eu. "Silêncio, doçura!" Ai, mas quanta coisa... Quero te ofertar tanto e toda hora um "cala boca"?
"Silêncio, doçura... Não seja mais tão suave. Que me matar? Pois mate. Mas não será mais você. Sumirão as lágrimas, os sorrisos e os palavrões. É que por dentro e por fora de cada lugar, coloquei um pedacinho de mim em você."
Calei a boca, doçura.
Nesse tão belo lugar, e de difícil alcance, guardei o melhor de mim. Ninguém nunca veio aqui, sabia? "Hum". Sei que não importa, mas nunca trouxe ninguém aqui. "Hum". Deveria importar, pois por dentro e por fora de cada lugar, coloquei um pedacinho de mim. Cabelos, lágrimas, sorrisos, palavrões. O melhor e o pior espalhados pra você juntar. Me monte como quiser: Um pouco de beleza, carinho e dedicação? Junte a isso as lágrimas, MEU CABELO, e um ou outro cd. Não? Hmmm... Tire o cabelo, então... Mas já não serei mais eu. "Silêncio, doçura!" Ai, mas quanta coisa... Quero te ofertar tanto e toda hora um "cala boca"?
"Silêncio, doçura... Não seja mais tão suave. Que me matar? Pois mate. Mas não será mais você. Sumirão as lágrimas, os sorrisos e os palavrões. É que por dentro e por fora de cada lugar, coloquei um pedacinho de mim em você."
Calei a boca, doçura.
Sobre a hora certa.
A certeza das horas está cada vez mais rara e distante, bem como qualquer outro tipo de certeza. Mas não é um lamento não, mesmo que soe assim. É uma constatação, ainda feliz ou grata, pela possibilidade de assim poder perceber.
Saudade da infância:
"Terezinha de Jesus
Numa queda foi ao chão
Acodiram três cavalheiros
Todos três chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo, seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão"
Coisa linda.
Saudade da infância:
"Terezinha de Jesus
Numa queda foi ao chão
Acodiram três cavalheiros
Todos três chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo, seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão"
Coisa linda.
domingo, 15 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
Tudo novo, de novo.
Aquela mesma onda da música... "Tudo novo de novo, vamos mergulhar onde já caímos..." É muito bom poder repetir escolhas.
Quando podemos dizer que queremos tudo aquilo que já foi considerado erro, agora é opção. Ontem foi queda, hoje é mergulho.
E a vida tem sido uma série de mergulhos... E o mais tenso deles, um mergulho dentro de mim. Nada mais belo e mais assustador do que se conhecer por dentro.
É como subir nas cachoeiras mais altas e ficar olhando pra baixo... dá medo, mas dá vontade de pular, e eu pulei. Meio querendo, meio sem querer... É tudo diferente. Saber-me eu me deu uma consciência nova de mim, do meu corpo, da vida.
Entender que não nos encerramos em nós mesmos... Que as atitudes reverberam em outros, que eu sou um outro.
Que o chão faz parte de mim. Que eu sou o meu corpo, minha alma, minha mente, mas não só isso...
Música: Sinnerman - Nina Simone.
Quando podemos dizer que queremos tudo aquilo que já foi considerado erro, agora é opção. Ontem foi queda, hoje é mergulho.
E a vida tem sido uma série de mergulhos... E o mais tenso deles, um mergulho dentro de mim. Nada mais belo e mais assustador do que se conhecer por dentro.
É como subir nas cachoeiras mais altas e ficar olhando pra baixo... dá medo, mas dá vontade de pular, e eu pulei. Meio querendo, meio sem querer... É tudo diferente. Saber-me eu me deu uma consciência nova de mim, do meu corpo, da vida.
Entender que não nos encerramos em nós mesmos... Que as atitudes reverberam em outros, que eu sou um outro.
Que o chão faz parte de mim. Que eu sou o meu corpo, minha alma, minha mente, mas não só isso...
Música: Sinnerman - Nina Simone.
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